12.5.08

O Clube de Cinema 8 e Meio a pensar o futuro















Alguns alunos e alguns professores da ESEQ têm partilhado, em conversas informais, o interesse, a ansiedade e a expectativa de aprofundarem os seus conhecimentos no âmbito da animação.
Assim, depois de uma pesquisa exaustiva - que incluiu aconselhamento junto de alguns realizadores de cinema de animação - o toonboom parece-nos um meio interessante a explorar. Claro está que a discussão está aberta e não se encerra nesta escolha.
Pensamos estudar a contratação de formação extra-curricular num software eficiente para a realização de cinema de animação, eventualmente para o próximo ano lectivo, e gostariamos de receber as vossas sugestões, bem como de fazer uma prospecção relativamente ao possível número de interessados, para começarmos desde já a trabalhar. Por favor, enviem as vossas sugestões e declarem o vosso interesse - para já de modo descomprometido - sob a forma de comentário deste blog.
Um abraço e bons filmes.

On The Road #2 - LENINGRAD COWBOYS GO AMERICA



On The Road #2
LENINGRAD COWBOYS GO AMERICA
Aki Kaurismäki - Finlândia, 1989

O Clube de Cinema 8 e Meio continua a sua viagem à descoberta da América.
Terça-feira 13 de Maio: 10H50, repete Quarta-feira 14 de Maio: 15H15

Auditório da ESEQ. Entrada Livre.

Ciclo: BULLYING



Ciclo Bullying, Coisas de Criança
Organizado em colaboração com o grupo do 12º J no âmbito AP

Programa:



BANG BANG YOU'RE DEAD
Guy Ferland - USA, 2002
12 de Maio: 15H15




BOWLING FOR COLUMBINE
Michael Moore - USA, 2002
19 de Maio: 15H15




ELEPHANT
Gus Van Sant - USA, 2003
20 de Maio: 15H15

Sessões no Auditório da ESEQ. Entrada Livre.

7.5.08

MAIO: CICLO CULTURA POP



Ciclo Cultura POP
Organizado no âmbito de AP - Grupo B - 12ºI





CONTROL
Anton Corbjin - UK, 2007
8 de Maio: 15H15

Sessões no Auditório da ESEQ. Entrada Livre.





MARIE ANTOINETTE
Sofia Copolla - USA, 2006
29 de Maio: 15H15

6.5.08

9 DE MAIO: DIA DA EUROPA



O Clube de Cinema 8 e Meio associa-se ao Clube Europeu da ESEQ na organização do Dia da Europa.

DIA DA EUROPA NA ESCOLA SECUNDÁRIA EÇA DE QUEIRÓS

PROGRAMA:

10h05 Projecção do filme Lisboetas, de Sérgio Tréfaut (*)
13h30 Encontro com a eurodeputada Drª. Elisa Ferreira (*)
15h15 Projecção do filme Goodbye Lenin, de Wolfgang Becker (*)
21h30 Projecção de uma selecção de filmes do projecto Visions of Europe (*)
seguida de Mesa Redonda “Europa - Unidade na Diversidade”
Painel: Dr. Manuel Costa, Profª. Isabel Correia Martins, Prof. Fernando Nunes e Dr. Renato Matos
Moderador: Catarina Pessanha

(*) Sessão no Auditório da ESEQ - Entrada Livre




PROGRAMA PARALELO:

Projecção Integral do projecto Visions of Europe na sala dos alunos e sala dos professores ao longo do dia
Exposição documental sobre a Europa
Actuação do Coro da ESEQ
Criação de um painel alusivo ao Dia da Europa pelos alunos das turmas de Artes



Destas actividades, destacamos a Mesa Redonda subordinada ao tema Europa - A Unidade na Diversidade com um painel constituído pelo Dr. Manuel Costa (Director da Biblioteca Municipal Rocha Peixoto / Exerceu funções de Técnico de Assuntos Europeus durante a 2ª presidência portuguesa da U.E.), Profª. Isabel Correia Martins (responsável pelo Clube Europeu da ESEQ), Prof. Fernando Nunes (ex-aluno Erasmus) e Dr. Renato Matos (advogado / ex-Assistente Parlamentar na Comissão de Liberdades Cívicas, Justiça e Assuntos Internos, no Parlamento Europeu), com moderação da jornalista Catarina Pessanha.
Esta iniciativa pretende constituir-se como uma reflexão sobre a Europa dos Dias de Hoje, uma geografia alargada a 27 países, do Atlântico ao Bâltico, numa comunidade unificada em múltiplas identidades. O debate constituir-se-á em torno das experiências profissionais e afectivas de cada convidado e será procedido pela projecção de excertos do projecto "Visions of Europe", filme constituído por 25 curtas-metragens de outros tantos realizadores de 25 países europeus.

Sequência da Noite:

21H30: Abertura do evento
21H35: Exibição de 7 curtas-metragens do projecto Visions of Europe (duração 35 minutos)
22H15: Apresentação do painel
22H20: Início do Debate
23H30: Fecho da actividade por um membro do 8 e Meio

5.5.08

On The Road #1 - MYSTERY TRAIN



Ciclo On The Road
À descoberta da América

Sessão #1
MYSTERY TRAIN
Jim Jarmusch - EUA, 1989

Elenco e Participações: Masatoshi Nagase, Yuki Kudoh, Nicoletta Braschi, Elizabeth Bracco, Joe Strummer, Steve Buscemi, Screamin' Jay Hawkins, Steve Jones, Marvell Thomas, Rufus Thomas e Tom Waits

"O filme amarra três historia em uma, todas se passando em um hotel rasca em Memphis, Tennessee. Jarmusch tenta apresentar a América pelos olhos de um estrangeiro, ilustrado aqui pelo casal japonês, a italiana e o inglês, que vêm para Memphis, terra onde nasceu o rockabilly e o fenômeno Elvis Presley, cada um com uma expectativa singular..."


EXTRAS:

Participação especial de Screamin' Jay Hawkins, músico que imortalizou o tema I Put A Spell On You, interpretado mais tarde por artistas como, Nick Cave, Nina Simone ou Marilyn Manson, entre muitos outros. Aqui fica a sua actuação num programa de TV.



Participação também de Rufus Thomas, outra lenda do rock. Walkin' The Dog é porventura o seu tema mais conhecido.

3.5.08

Programação de Maio




ON THE ROAD
À descoberta da América

O final do ano lectivo aproxima-se a passos largos. Este mês, o Clube de Cinema 8 e Meio fez as malas e faz-se à estrada... Pela América do Norte, continente de eleição do Prof. Arnaldo Pedro - o programador responsável por esta escolha -, para as férias de Verão. Aproveitem a boleia para a aventura pela estrada fora!



On The Road #1
MYSTERY TRAIN
Jim Jarmusch - EUA, 1989

Terça-feira 6 de Maio: 10H50, repete Quarta-feira 7 de Maio: 15H15



On The Road #2
LENINGRAD COWBOYS GO AMERICA
Aki Kaurismäki - Finlândia, 1989

Terça-feira 13 de Maio: 10H50, repete Quarta-feira 14 de Maio: 15H15



On The Road #3
PARIS, TEXAS
Wim Wenders - EUA, 1984

Terça-feira 20 de Maio: 10H50, repete Quarta-feira 21 de Maio: 15H15



On The Road #4
THELMA & LOUISE
Ridley Scott - EUA, 1991

Terça-feira 27 de Maio: 10H50, repete Quarta-feira 28 de Maio: 15H15


Sessões no Auditório da ESEQ - Escola Secundária Eça de Queirós, Póvoa de Varzim
Entrada livre.

27.4.08

29 e 30 de Abril - Soylent Green



Soylent Green
Richard Fleischer - EUA, 1973

"Em 2022 a face da Terra está bem modificada. Em Nova York há 40 milhões de habitantes e o efeito estufa aumentou muito a temperatura, deixando o calor ficar quase insuportável. No entanto os ricos vivem em condomínios de luxo, onde belas mulheres são parte da mobília. Mas a comida está escassa para todos, tanto que um vidro de geléia de morango custa 150 dólares. Neste contexto é assassinado um milionário, William R. Simonson (Joseph Cotten), que quando viu que seria morto não esboçou gesto nenhum para se defender. O detetive Robert Thorn (Charlton Heston) é designado para investigar o caso e constata algo realmente estarrecedor." in CineDivX Bizarro

Terça-feira, 29 de Abril: 10H50
Quarta-feira, 30 de Abril: 15H15

Auditório da ESEQ - Entrada Livre

29 de ABRIL - BILLY ELLIOT



Celebrando o Dia Mundial da Dança, o Clube de Cinema 8 e Meio associa-se ao departamento de Educação Física da ESEQ numa sessão extra. O filme escolhido pela professora Ana Vaz Leal foi Billy Elliot, de Stephen Daldry.
Terça-feira, 29 de Abril, às 15H15 no Auditório da ESEQ. Entrada Livre.

20.4.08

22 e 23 de Abril - O Dia em que a Terra Parou



O Dia em que a Terra Parou
The Day The Earth Stood Still
Robert Wise, EUA - 1951

Terça, 22 de Abril: 10H50
Quarta, 23 de Abril: 15H15

Auditório da ESEQ
Entrada Livre

14.4.08

15 e 16 Abril: MAD MAX - As Motos da Morte



CICLO À BEIRA DO FIM
Sessão #2

MAD MAX - As Motos da Morte
George Miller, Australia - 1979

Intérpretes: Mel Gibson, Joanne Samuel, Hugh Keays-Byme, Steve Bisley

Terça-feira, 15: 10H50
Quarta-feira, 16: 15H15

Auditório da ESEQ
Entrada Livre

7.4.08

8 e 9 de Abril: O Planeta dos Macacos



Terça-feira 8 de Abril: 10H50
Quarta-feira 9 de Abril: 15H15

O PLANETA DOS MACACOS
(The Planet of The Apes, EUA, 1968). 108 minutos
Direcção: Franklin Schaffner
Argumento: Michael Wilson, a partir de história criada por Pierre Boulle
Produção: Mort Abrahams; Arthur P. Jacobs
Fotografia: Leon Shamroy
Música:Jerry Goldsmith
Edição: Hugh S. Fowler
Direcção de Arte: William J. Creber; Jack Martin Smith
Elenco: Charlton Heston (George Taylor); Roddy McDowall (Cornelius); Kim Hunter (Zira); Maurice Evans (Dr. Zaius); James Whitmore (Presidente da Assembléia); James Daly (Dr. Honorious); Linda Harrison (Nova)

6.4.08

Abril 2008: À Beira do Fim



Programação Abril 2008: À Beira do Fim

O Planeta dos Macacos - USA, 1968
Terça 8 às 10H50 - Quarta 9 às 15H15

Mad Max - Australia, 1979
Terça 15 às 10H50 - Quarta 16 às 15H15

O Dia em que a Terra Parou - USA, 1951
Terça 22 às 10H50 - Quarta 23 às 15H15

Soylent Green - USA, 1973
Terça 29 às 10H50 - Quarta 30 às 15H15

Olá!
O Clube de Cinema 8 e Meio dá as boas-vindas à primavera e inicia o 3º período de aulas com um ciclo de filmes de ficção-científica a que decidimos chamar À Beira do Fim. Sabemos que os dias são quentes, a roupa mais ligeira e as cores mais vivas. O amor anda pelo ar e a proximidade das férias grandes nos deixa a todos mais felizes. Por isso, só para chatear, os filmes deste mês são negros, são obras que nos apresentam uma visão negativa do futuro da humanidade... Mas todos, à sua maneira, contribuem para nos despertar a consciência, tornar-nos mais críticos, e sonhar um mundo melhor. Aceitem o convite e venham às sessões. A entrada é livre.

30.3.08

2º Concurso de Vídeo Escolar 8 e Meio


2º CONCURSO DE VÍDEO 8 E MEIO
Aberto a todos os alunos do Ensino Secundário da DREN
Regulamento e Ficha de Inscrição aqui!


A MINHA VIDA DAVA UMA CURTA

Pensemos um pouco nos jovens que vão concorrer ao concurso de Video escolar oito e Meio. Têm idades compreendidas entre os 15 e os 19 anos sensivelmente. Que factos dignos de registo ou que parcelas biográficas suas mereceriam ser preservadas em registo video? Provavelmente poucas, se pensarmos no cânone das biografias habituais, no sentido em que a vidas, por exemplo de Charles Lindbergh ou Pablo Picasso, dariam um filme. Perante vidas tão curtas somos forçados a admitir a mais que normal ausência de material biográfico digno de nota. No entanto, acreditamos que cada jovem transporta dentro de si um indivíduo único, curioso e especial. Queremos ser espectadores (em primeira fila) do que os nossos alunos têm para dizer, o que pensam... queremos dar-lhes voz. Por isso o termo “vida” surge no concurso, não como expressão de uma sucessão cronólogica de eventos (invariavelmente previsível e aborrecida), mas muito mais como retrato das suas vidas interior e subjectiva. E neste sentido, qualquer vida merece (em qualquer altura) ser relatada, porque é através da diversidade que se constrói o respeito entre os seres humanos. Além do mais, este tema não pressupõe em absoluto que apenas as vidas humanas mereçam reflexão. Os alunos podem descentrar a atenção sobre si próprios e focá-la em tudo o que os rodeia. Uma formiga, um lápis, uma pedra, todos são susceptíveis de possuirem uma vida própria. Interessa-nos, também, este carácter animista que os objectos podem assumir. Se é verdade que qualquer tema tenderia a reduzir as opções criativas dos alunos, não é menos verdade que confiamos nas capacidades destes tornearem a imposição temática e contruirem variações inteligentes, sarcásticas, imaginativas do que lhes é sugerido. Porque como diz Federico Fellini “o cinema é um modo divino de contar a vida”.

10.3.08

Noites de Culto: ROMA



O Clube de Cinema 8 e Meio termina a sua actividade do segundo período do presente ano lectivo com a exibição do filme Roma, de Federico Fellini. Esta sexta-feira, 14 de Março, a partir das 21H30 no Auditório da ESEQ- A entrada é livre!

3.3.08

Programação de Março (adeus inverno)





















Olá.

Assim encerra o 2.º período e o ciclo dos filmes da prateleira de cima da minha estante.
Março é o mês em que nos despedimos do inverno. Chaplin, Fellini, Truffaut, Bergman, Godard, Pasolini, Kubrik, estão no sol do cinema e não são o inverno. Escolhi-os para que o seu brilho nos acompanhasse num inverno de sol
Agora, batendo na porta da primavera, escolhi dois cineastas do leste europeu.
Tarkovski (n. 1932- m. 1986), que viveu o auge e o processo de declínio de um regime contraditório e fechado - o da URSS do miolo do século XX - e que o narrou em quadros poéticos de retratos intimistas.
Kusturica (n. 1954), que viveu um país que se consumiu na divergência de culturas que deveriam convergir, a Jugoslávia, hoje bósnio, empresta ao relato social dos balcãs que viveu, o delírio rocambolesco que por vezes lembra Fellini.
Faltaram tantos...
A prateleira de cima é grande e tornou-se sufocantemente estreita quando se tratou de escolher filmes para blocos lectivos tão apertados. Eisenstein, Murnau, Ophuls, Lang, Dreyer, Hitchcock, Renoir, Rossellini, Welles, Ford, Mizoguchi, Wilder, Kazan, Tati, Cassavetes, Mankiewicz, Preminger, Bresson, Buñuel, Mikhalkov, Antonioni, Visconti, De Sica, Polanski, Scola, Kurosawa, Scorsese, Fassbinder, Rohmer, Greenaway, Pialat, Lynch, Jarman, Jarmusch, Almodovar, Wenders, Kar-Wai, Hartley, Resnais, Ki-Duk, Chabrol, Trier, ... e os outros todos, sem hierarquias que não me interessam, faltaram por agora. E estiveram nos labirintos que antecederam as escolhas.
Boa primavera com os filmes do professor Arnaldo Pedro.
A entrada é livre e A LIBERDADE É BONITA.

António Boaventura Pinto





O Espelho
Zerkalo
Andrei Tarkovski
URSS, 1974

terça-feira, 4 de Março, 10h50m
quarta-feira, 5 de Março, 15h15m

Auditório da ESEQ

Autobiografia multifacetada de Tarkovski. A vida da sua mãe é fraccionada anacronicamente pelas lembranças do filho ainda menino, sobrepostas pela imagem de adulto que chega através do pai. Vasto material de arquivo incorpora a história russa do período na história particular do realizador e das suas memórias com a família e o passado, enquanto poemas de Arseni Tarkovski, pai de Andrei Tarkovski, tecem o fio narrativo.






Lembras-te de Dolly Bell
Sjecas li se Dolly Bell
Emir Kusturica
Jugoslávia, 1981

terça-feira, 11 de Março, 10h50m
quarta-feira, 12 de Março, 15h15m

Auditório da ESEQ

Na Jugoslávia dos anos 60, sob a mão-de-ferro de Tito, Dino é um adolescente que vive atormentado pelos sermões comunistas do pai, dos quais se liberta através do cinema, rock e hipnose, que acha bem mais interessantes que os ensinamentos marxistas. Entoando diariamente um mantra e acreditando no poder da auto-sugestão, ele entra no mundo dos criminosos suburbanos de Sarajevo e apaixona-se pela prostituta que foi encarregue de proteger, Dolly Bell.
Na sua primeira longa-metragem, galardoada com o Leão de Ouro em Veneza, Emir Kusturica põe já em cena os temas sociais e o delírio visual que se tornaram o traço fundamental da sua obra. É um início de carreira surpreendente: não será apenas este rapaz de dezasseis anos que não conseguirá esquecer Dolly Bell.

11.2.08

Programação de Fevereiro



Olá!

Para este mês, o professor António Pinto seleccionou mais um conjunto de filmes da sua prateleira de cima. São três escolhas muito especiais, entre a sua vasta "biblioteca", obras que, segundo diz, o marcaram desde muito cedo e o fizeram apaixonar por isto das imagens em movimento. Quanto a serem da prateleira de cima, fecha-se em copas. Consta que mora muito perto do rio, e tem um medo tremendo que uma qualquer inundação lhe estrague as belas obras.

Para ver (e a não perder...):



Quarta-feira, 13 - 15H15
O ACOSSADO
(FRA, 1960) Jean-Luc Godard




Terça-feira, 19 - 10H15
Quarta-feira, 20 - (15H15)
MAMMA ROMA
(ITA, 1962) Pier Paolo Passollini




Terça-feira, 26 - 10H15
Quarta-feira, 27 - 15H15
DR. ESTRANHO AMOR
(ING, 1963) Stanley Kubrick

As sessões decorrem no autitório da ESEQ - Escola Secundária Eça de Queirós, Póvoa de Varzim e a entrada é livre!

28.1.08

O Sétimo Selo: Terça, 29 e Quarta, 30 de Janeiro



O SÉTIMO SELO
Det Sjunde Inseglet
Ingmar Bergman
Suécia, 1957

Terça-Feira, 29 de Janeiro: 10H50
Quarta-Feira, 30 de Janeiro: 15H15
Auditório da ESEQ
Entrada Livre (e a liberdade é bonita)

Det Sjunde Inseglet é certamente um dos três ou quatro mais célebres filmes de Ingmar Bergman, se não for mesmo o mais célebre. Sobretudo se medirmos a “celebridade” a partir de questões “iconográficas” (por assim dizer): esta figuração da morte, encarnada magistralmente por Bengt Ekerot, fixou-se no imaginário colectivo do século XX, citada e re-citada em dúzias de filmes (e muito para além de filmes). Tal como sucedeu, aliás, com aquela que é uma das imagens “essenciais” do filme, a poderosa alegoria do jogo de xadrez entre Max von Sydow e a morte, e para a qual Bergman, segundo contou, colheu inspiração numa pintura de finais do século XV, existente numa igreja perto de Estocolmo, que retratava precisamente um jogo de xadrez entre um homem e um esqueleto, símbolo da morte. De certa forma, na figura de Ekerot, Bergman revestiu de “carne” esse esqueleto e esse símbolo da morte e no mesmo passo criou a mais perene “encarnação” da morte de toda a história do cinema. Da “lenda” de Sjunde Inseglet essa figuração é indissociável: este é o “filme da morte”, o “filme do jogo de xadrez”.
Mas é também o filme do céu e do silêncio, o céu e o silêncio dos planos que abrem e fecham o filme em rima. “E quando ele abriu o sétimo selo, fez-se silêncio no céu durante meia-hora” é a citação do Apocalipse que acompanha esses planos (e “explica” o título do filme). Como qualquer filme de Bergman, Det Sjunde Inseglet desafiou e continua a desafiar todas as exegeses e todos os exegetas, mas neste caso a profusão de alusões e evocações de temas e figuras cristãs (coisa que, obviamente, não é única nem exclusiva no contexto da filmografia bergmaniana) torna o debate sobre Det Sjunde Inseglet um dos mais complexos na obra de Bergman. Que se passa verdadeiramente nesta estrutura circular que vai de céu a céu? Que se passa bem entendido para além da alegoria? Que olhar sobre a vida e sobre a morte, mas mais ainda sobre o “além-morte”, propõe o filme? Det Sjunde Inseglet é um filme que tende para o mais grave dos desesperos ou para a mais pacífica das resignações?
Ao longo dos anos, os comentadores têm encontrado respostas de todo o tipo. O próprio Bergman referiu que o filme o ajudou a ultrapassar a angústia perante a morte, falando dele como uma “superação”. Anos mais tarde, descreveu assim a sua posição: “Tinha medo daquele enorme vazio, mas a minha opinião pessoal é que quando morremos, morremos, e passamos de um estado de existência (“a state of something”) para um estado de absoluto nada (“a state of absolute nothingness”); e não acredito nem por um segundo que haja alguma coisa acima ou para além, ou como se queira dizer; e isso enche-me de segurança”. Não se pode deixar de associar a estas palavras de Bergman um dos mais terríficos diálogos de Det Sjunde Inseglet, quando von Sydow confessa a um monge (que é a “Morte”disfarçada) que “grita por Deus mas às vezes parece que não está lá ninguém”. A Morte responde que isso (não estar lá ninguém) é uma possibilidade, e von Sydow desabafa: “Se isso for verdade, então toda a vida é um horror sem sentido”. Mas no filme não há propriamente uma resposta a essa dúvida (e nem a Morte, que é apenas “a morte”, pode dizer alguma coisa sobre o que se passa depois dela): Det Sjunde Inseglet não é um filme sobre nenhuma espécie de “além”, mas, como nesse mesmo diálogo a personagem de von Sydow também indica, sobre a vida e sobre a condenação em vida à terrificante angústia sobre esse “além” ou seja, sobre a vida debaixo do “silêncio do céu”, esse céu que como dissemos baliza o princípio e o fim do filme.(...)
Mas talvez seja mais simples do que isso, e talvez seja a própria “simplicidade” da vivência dos saltimbancos a configurar uma resposta à possibilidade de uma existência “para cá” da morte assim se opondo ao “horror sem sentido” dos temores de von Sydow, expressão de uma vida incapaz de se desprender da morte. Não “o céu”, mas “a terra”: como se a mais bela (e mais “religiosa”) cena de Det Sjunde Inseglet fosse aquela em que todos partilham o leite e os morangos.

Luis Miguel Oliveira,
Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema

22.1.08




















Em novembro de 1960, estreia Disparem sobre o pianista. Segunda longa-metragem de Truffaut e primeira clara abordagem do film noir. Baseado em Down There, romance policial de David Goodis, apresenta-nos um leque de lugares e personagens inesperados do imaginário dos policiais negros norte-americanos que tanto apaixonaram Truffaut. Homenagem aos chamados filmes B de Hollywood, que acompanharam Truffaut durante todo o seu percurso de realizador.
Truffaut acrescenta ao tom trágico e ao suspense do policial negro, um tom descontraído de narrativa e uma maior profundidade psicológica das personagens.
O filme resultou num insucesso de bilheteira que levou alguns jornalistas a anunciarem o fim da Nouvelle Vague.
O passar do tempo mostrou a artificialidade destas críticas.
    

20.1.08

Disparem Sobre o Pianista: Terça, 22 e Quarta, 23



DISPAREM SOBRE O PIANISTA
Tirez Sur Le Pianiste
François Truffaut
França, 1960

Terça-Feira, 22 de Janeiro: 10H50
Quarta-Feira, 23 de Janeiro: 15H15
Auditório da ESEQ
Entrada Livre