29.10.11
Júri do V Concurso de Vídeo Escolar 8 e Meio
Davide Freitas
Produtor executivo da Filmógrafo (2002). Programação e distribuição da Agência da Curta Metragem. Coordenador de produção da Animar e Solar - Galeria de Arte Cinemática da Curtas Metragens CRL.
Jaime Neves
Professor universitário na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa. Diretor do “Black&White – festival Audiovisual”. Diretor artístico do “Art&Tur – Festival Internacional de Filmes de Turismo”.
Luís Grifu
Professor universitário. Investigador sobre marionetas virtuais. Profissional em Multimédia e Audiovisuais.
Sábado, 5 de novembro, pelas 22 horas, serão tornadas públicas as decisões do Júri. A cerimónia de encerramento decorre, conforme já comunicado, no Diana Bar, na Póvoa de Varzim.
25.10.11
5º Concurso 8 e Meio
24.10.11
19.10.11
Ciclos de cinema para o presente ano letivo
No presente ano letivo, a ideia que presidiu à formatação dos ciclos, partiu de uma constatação simples, que se passa a enunciar: na ESEQ são ministradas as línguas francesa, inglesa e espanhola. Pensou-se então, em programar um conjunto de filmes que em cada um dos três períodos que compõem o ano lectivo, incidisse na cultura cinematográfica destes três países cuja língua é ensinada na nossa escola.
No primeiro período, o país em destaque será a França, num ciclo que leva o sugestivo título de VIVE LA FRANCE. Muito dinâmico atualmente, o cinema francês teve igualmente um papel decisivo no arranque do cinema, bastando apenas recordar o exemplo dos irmãos Lumière. É também o país que albergou uma das mais estimulantes e radicais perspectivas do modo de fazer cinema, nascidas sob a designação geral de Nouvelle Vague. Obviamente que num ciclo programado para dez exibições e falando-se de um país como a França, viveiro de inúmeros nomes que pertencem a qualquer canónica História da 7ª Arte, se podem expressar as escolhas realizadas como tendo um fundo subjectivo e pessoal. O que veremos então, não é definitivamente um compêndio exaustivo do que em França e em termos de cinema foi feito, mas tão só a maneira como este interpelou os programadores deste ciclo. Mais do que as falhas (muitas certamente) a registar em relação a eventuais omissões, resta-nos esperar que o conjunto de filmes que levamos ao grande ecrã da ESEQ, resulte num fresco que represente a evolução e enorme vitalidade demonstradas pelos realizadores franceses ao longo do século passado e que funcione para os aprendizes da língua como um estímulo acrescido a penetrarem não só nos mistérios da sintaxe e da gramática francesas, mas também na essência e alma deste povo. ET VIVE LA FRANCE!
No 2º período, a cinematografia em destaque será a britânica, estando agendado para o 3º período um ciclo sobre o cinema espanhol.
19.8.11
5º CONCURSO DE VÍDEO ESCOLAR 8 E MEIO - ENTREGA DE FILMES ATÉ 31 DE AGOSTO
Já não há muito tempo… Não esqueçam: consultar o nosso site www.8emeio.net, baixar a ficha de inscrição, preencher e entregar juntamente com o filme na ESEQ, ou enviar por correio para:
5º CONCURSO DE VÍDEO ESCOLAR 8 E MEIO
ESCOLA SECUNDÁRIA EÇA DE QUEIRÓS
Rua Dr. Leonardo Coimbra
4490 - 621 - Póvoa de Varzim
PARTICIPEM!
30.6.11
HISTÓRIAS DO CINEMA 3

HISTÓRIAS DO CINEMA 3 from António Pinto on Vimeo.
Com a participação de:
ALCINO VIANA
Professor
Blade Runner
Blade Runner, Perigo Eminente
Ridley Scott | EUA, 1982
Fotografia
ALEXANDRA CARVALHO
Professora
Dead Poets Society
O Clube dos Poetas Mortos
Peter Weir | EUA, 1989
Técnica mista
ALEXANDRE ANDRADE
Professor
Le Genou de Claire
O Joelho de Claire
Eric Rohmer | França, 1970
Técnica digital
umblogsobrekleist.blogspot.com
ANA PAULO
Professora/Designer
Perfume - The story of a murderer
Perfume - A História de um Assassino
Tom Tykwer | Ale., Fra., Esp., EUA, 2006
Técnica mista
ANA PEREIRA
Fotógrafa
Breakfast at Tiffany’s
Boneca de Luxo
Blake Edwards | EUA, 1961
Fotografia
www.anapereira.com
www.anapereira.wordpress.com
ANA ROMERO
Professora/Artista plástica
Dangerous Liaisons
Ligações Perigosas
Stephen Frears | EUA e Reino Unido, 1988
Colagem, acrílico e café sobre papel
www.anaromero1.blogspot.com
anaromero.com.sapo.pt
ANDRÉ CHIOTE
Arquitecto
Natural Born Killers
Assassinos Natos
Oliver Stone | EUA, 1994
caneta, acetato e colagem sobre papel
www.andrechiote.blogspot.com
ANTÓNIO BOAVENTURA PINTO
Flibusteiro
Zivot Je Cudo
A Vida é um Milagre
Emir Kusturica | Sérvia e Montenegro, 2004
Ilustração
antonio.boaventura@gmail.com
CÉLIA NEVES
Professora
Paris, Texas
Wim Wenders | Ale., Fra., RU e EUA, 1984
Técnica mista
CONCEIÇÃO PAULO
Professora
The Birds
Os Pássaros
Alfred Hitchcock | EUA, 1963
Técnica mista
DANIEL CURVAL
Fotógrafo
Caro Diario
Querido Diário
Nanni Moretti | Itália e França, 1993
Fotografia
stilb.blogspot.com
numfilmedegodard.blogspot.com
DAVID PENELA
Ilustrador
Per un pugno di dollari
Por um Punhado de Dólares
Sergio Leone | Itália, Espanha e Alemanha, 1964
Tinta da china, pincel e caneta preta
EDUARDO BOMPASTOR
Professor/Escultor
Marcelino Pan y Vino
Marcelino, Pão e Vinho
Ladislao Vajda | Espanha e Itália, 1955
Técnica mista
ESGAR ACELERADO
Ilustrador
The Illustrated Man
O Homem Ilustrado
Jack Smight | EUA, 1969
Marcador
www.mr-esgar.com
esgar@mr-esgar.com
HORÁCIO FRUTUOSO
Estudante de Artes Plásticas
The Night of the Hunter
A Sombra do Caçador
Charles Laughton | EUA, 1955
Aguarela
moleskinedohoracio.blogspot.com
horaciozico@hotmail.com
ISABEL LHANO
Pintora
2001: A Space Odyssey
2001: Odisseia no Espaço
Stanley Kubrick | Reino Unido e EUA, 1968
Pintura
www.isabel-lhano.com
ISABEL MOREIRA
Professora
The Wizard of Oz
O Feiticeiro de Oz
Victor Fleming | EUA, 1939
Técnica mista
ISAAC ROMERO
Artista Plástico
Der Name der Rose
O Nome da Rosa
Jean-Jacques Annaud | França, Itália e Alemanha, 1986
Caneta sobre papel
JOÃO M. FERNANDES
Professor/Artista Plástico
Mulholland Drive
David Lynch | França e EUA, 2001
Fotografia/Composição gráfica
kidingfile@gmail.com
JOSÉ ANTÓNIO FUNDO
Professor/Artista Plástico
Tetsuo
Tetsuo: O Homem de Aço
Shynia Tsukamoto | Japão, 1989
Sketchbook Mobile em iPhone 4
flicker.com/jafundo
LEONEL CUNHA
Professor/Artista Plástico
The Social Network
A Rede Social
David Fincher | EUA, 2010
Pigment liner sobre papel
www.leonelcunha.net
LUÍSA DO VALLE
Designer gráfica
Moulin Rouge
Baz Luhrmann | EUA e Austrália, 2001
Impressão digital
www.atelierdaimagem.net
LUÍS AFONSO
Cartoonista
Taste of Cherry
O Sabor da Cereja
Abbas Kiarostami | Irão e França, 1997
Técnica digital
LUÍS NOGUEIRA
Artista Plástico
Brutti, Sporchi e Cattivi
Feios Porcos e Maus
Ettore Scola | Itália, 1976
Técnica mista
MANUEL HORTA
Artista Plástico
2001: A Space Odyssey
2001: Odisseia no Espaço
Stanley Kubrick | Reino Unido e EUA, 1968
Técnica mista
MARCELO LAFONTANA
Marionetista e actor
Blue Velvet
Veludo Azul
David Lynch | EUA, 1986
Técnica mista
www.tfa-portugal.com
MÁRCIA LUÇAS
Artista Plástica/Professora
Vai e Vem
João César Monteiro | Portugal e França, 2003
Técnica mista
marciahlucas@gmail.com
marcia-lucas.blogspot.com
MÁRIO RUI
Estudante
Snatch
Snatch - Porcos e Diamantes
Guy Ritchie | Reino Unido e EUA, 2000
Colagem fotográfica
MARTA BOAVENTURA PINTO
Sem profissão
Les Enfants du Paradis
Os Rapazes da Geral
Marcel Carné | França, 1945
Técnica mista
osaldeglauber.blogspot.com
facebook literatura e cinema
MR. ECKO
Estudante
Chicken Run
A Fuga das Galinhas
Peter Lord, Nick Park | Reino Unido, 2000
Marcador
v_campinho@hotmail.com
NAZARÉ ÁLVARES
Artista Plástica
Fanny och Alexander
Fanny e Alexandre
Ingmar Bergman | Suécia, Fra., Ale., 1982
Acrílico e aguarela sobre papel
NELSON D’AIRES
Fotógrafo
Control
Anton Corbijn | RU, EUA, Austrália, Japão, 2007
Fotografia
www.nelsondaires.com
www.kameraphoto.com
NUNO CRUZ
Designer Gráfico
Requiem for a Dream
A Vida Não é um Sonho
Darren Aronofsky | EUA, 2000
Fotografia
ONDINA MORIM
Professora
Bedknobs and Broomsticks
Se a Minha Cama Voasse...
Robert Stevenson | EUA, 1971
Técnica mista
ORDOVICIANMAN
Designer Gráfico
Der Untergang
A Queda: Hitler e o Fim do Terceiro Reich
Oliver Hirschbiegel | Alemanha, Itália e Áustria, 2004
Ilustração digital
ordovicianman@hotmail.com
PAULO VINHAL
Artista Plástico
Fitzcarraldo
Werner Herzog | Alemanha, Peru, 1982
Técnica mista
paredes-nuas.blogspot.com
PEDRO SOUSA PEREIRA
Jornalista/Ilustrador
The Thief of Bagdad
O Ladrão de Bagdad
Ludwig Berger, Michael Powell, Tim Whelan | RU, 1940
Técnica mista
RAQUEL DA SILVA
Estudante de arquitectura/Produtora
Wo Hu Cang Long
O Tigre e o Dragão
Ang Lee | Taiwan, Hong Kong, EUA e China, 2000
Fotografia
RICARDO ANGÉLICO
Artista Plástico
I Know Where I’m Going!
Sei Para Onde Vou
Michael Powell, Emeric Pressburger | Reino Unido, 1945
Guache sobre papel
carloscarvalho-ac.com/artists/cv/ricardo-angelico_18.html
RUI PINHEIRO
Fotógrafo
Urga
Urga, Espaço Sem Fim
Nikita Mikhalkov | França e URSS, 1991
Fotografia
ruipinheiro.net
SÉRGIO MOURA
Fotógrafo
La Notte
A Noite
Michelangelo Antonioni | Itália e Fra., 1961
Fotografia
SILVESTRE PESTANA
Artista Plástico
Hereafter
Hereafter - Outra Vida
Clint Eastwood | EUA, 2010
Técnica digital
SOFIA MIRANDA e LUÍS MATEUS
Designer Gráfica e Professor de TIC
Alice in Wonderland
Alice no País das Maravilhas
Clyde Geronimi, Wilfred Jackson, Hamilton Luske | EUA, 1951
Técnica digital
ZBIGNIEV KONIEK
Artista Plástico
Soylent Green
À Beira do Fim
Richard Fleischer | EUA, 1973
Digital
artvortex@sapo.pt
19.5.11
SESSÃO ADIADA PARA DIA 3 DE JUNHO
a versão que apresentamos é a
cópia renovada
em versão restaurada e remasterizada em alta-definição. Contamos com a sua presença.

12.5.11
NOITES DE CULTO 8 E MEIO | MAIO: ANIKI BÓBÓ

Realização: Manoel de Oliveira
Argumento: Manoel de Oliveira (adaptação da obra “Meninos Milionários” de João Rodrigues de Freitas)
Produtor: António Lopes Ribeiro
Ano: 1942
Duração: 71 minutos
O filme regressou, em cópia renovada, às salas de cinema a 8 de Dezembro de 2010. A acção esteve associada ao lançamento do filme em DVD pela primeira vez, em versão restaurada e remasterizada em alta-definição (a versão que apresentamos). Manoel de Oliveira, o mais velho realizador do mundo ainda em actividade, cumpriu 102 anos no dia 11 de Dezembro de 2010.
A história é simples, real, ambientada no mesmo cenário de Douro, Faina Fluvial a zona ribeirinha do porto e Gaia. Dois garotos, o Carlos e o Eduardo, gostam da mesma miúda, a Teresinha. Um é audacioso, brigão, atrevido; o outro é tímido, bom, sossegado. A rivalidade vai-se acentuando e, um dia, para agradar à sua (namorada), Carlos rouba, uma boneca. Teresinha sente-se inclinada para ele até que um dia, numa inocente brincadeira, Eduardo escorrega por um talude e cai ao lado de um comboio que passa. Todos pensam que Carlos o empurrou e todos passam a afastar-se dele, enquanto Eduardo sofre numa cama de hospital. Carlos pensa fugir num barco ancorado no cais de Massarelos mas tudo se esclarece por intervenção do dono da "loja das tentações" que vira o acidente e que, no final tira todas as suspeitas de cima de Carlos. E os garotos poderão de novo jogar aos polícias e ladrões, ao jogo do Aniki-Bobó.
Luís de Pina in Breve História do cinema Português
Que poderei dizer do Aniki-Bóbó? Que terei para dizer? Se o fizesse hoje, fá-lo-ia, certamente bem diferente. Porque eu penso que os petizes já não fazem hoje aquelas mesmas coisas que fizeram a história do Aniki-Bóbó? Não, por essa razão não, de forma alguma. Neste ponto entendo hoje exactamente como então, quando fiz o filme. Continuo convencido de que os garotos daquela idade, hoje como ontem, procederiam identicamente em idênticas circunstâncias. Mas, repito, se voltasse ao mesmo assunto, faria hoje, certamente, coisa bem diferente. Porque quem mudou, ou julga ter mudado e muito, fui eu.
Intenções em Aniki-Bóbó? sim, certamente. E até ambiciosas, talvez. Ao tentar contar uma história tão simples como esta, pretendeu-se fazer espelhar nas crianças os problemas do homem, problemas ainda em estado embrionário; pôr em oposição concepções do bem e do mal, o ódio e o amor, a amizade e a ingratidão. Pretendeu-se sugerir o medo da noite e do desconhecido, a atracção da vida que palpita em todas as coisas à nossa volta, contrastando com a monotonia do que é fechado, limitado por paredes, pela força ou pelas convenções. Se se entrevê ou se sente, no decorrer do filme, qualquer aspecto de carácter social ou económico, o certo é que isso nunca foi ponto fundamental de estrutura ou construção. Como já não o era em “Douro, faina fluvial”. Quando muito, em “Aniki-Bóbó”, intencionalmente, mas muito ao de leve, pretendi sugerir uma mensagem de amor e compreensão do semelhante, como advertência a uma sociedade que luta e se desespera em injustiças
Declaração de Manoel de Oliveira ao Cine-Clube do Porto,
para o Programa nº 183 de uma sessão dedicada ao cinema português em
que se exibiram os filmes “Lucros...ilícitos” e “Aniki-Bóbó” em 19/12/1954
Manoel de Oliveira tem acerca do cinema uma concepção especial, que considero a verdadeira. Diz ele que a possibilidade que o cinema tem de “enlatar” seja o que for, o tem enganado a ele próprio. O cinema tem evidentemente limites e a dificuldade de fazer filmes está exactamente em ter a consciência desses limites. Ora Manoel de Oliveira é, quanto a mim, o mais dotado de todos os, que em Portugal fazemos cinema, por ter a consciência exacta desses limites. Para ele exprimir-se cinematograficamente é tão natural como para outros escrever ou falar. Este seu primeiro grande filme (refiro-me à metragem) revela pelo menos uma sensibilidade eminentemente poética posta ao serviço do cinema português. Ainda que fosse só por isso Aniki-Bóbó tem um significado muito especial dentro da aventurosa história do nosso cinema, mas além disso a reaparição de Nascimento Fernandes, esse espantoso actor e a revelação de um grupo de miúdos desta cidade em que o público vai encontrar verdadeiras vocações, acrescenta mais ainda o interesse desta apresentação.
Jorge Neves, Aniki-Bóbó: 50 anos, Porto: Delegação Regional da Cultura do Norte, 1992
Esta fita é uma infame cilada armada à inocência das crianças e à imprevidência dos pais. É uma verdadeira monstruosidade.”
Jornal “Cidade de Tomar” de 24/01/1943
Manoel de Oliveira construiu uma história de amor infantil como fulcro e articulou neste alguns dos elementos que constituem parte da vivência psíquica de garotos daquela idade e daquele viver: o tédio de uma escola arcaica, mas ainda corrente entre nós, o medo da polícia, as lendas que envolvem o mistério da morte, o jogo dos polícias e ladrões.”
Rui Grácio, em “Horizonte” de 13/01/1943
Uma tarde de Agosto, fez este verão um ano, Manoel de Oliveira leu a algumas pessoas, entre as quais me encontrava, a história de Aniki-Bóbó que não tinha ainda este título tão impopular. A história foi discutida durante horas e Manoel de Oliveira defendeu-a com entusiasmo de quem havia imaginado e desenvolvido. Quanto a mim, considerei-a, desde logo, anti-comercial – e demasiadamente literária para poder suportar a “ampliação” humana que a tela, necessariamente lhe conferiria. Procurámos convencer Manoel de Oliveira que a sua história carecia de verdade humana e que, com outro desenvolvimento, que unisse aquelas crianças em torno de uma boa acção, lhe faria perder o ar de “Dead End Kids” tripeiros, com vantagem para o espectáculo e para a acção construtiva de que o filme, e sobretudo o filme português não deverá alhear-se. Esta norma é tanto mais para ponderar quando se trata do chamado “cinema sério”, do cinema em que se faz Arte pela Arte.
Fernando Fragoso, em “Vida Mundial” de 07/01/1943
De uma grande honestidade, com pedaços de límpido cinema, tudo bem equilibrado, interpretação admirável, cingida, certa, expressividade, este filme dá o encanto das coisas despretenciosas e belas, no seu aprumo de simplicidade emotiva, recortada duma intenção social irónica e popular. Um artista, muito artista, este Manoel de Oliveira.
Poeta António Botto, em Jornal “Os Sports” de 04/01/1943


