5.5.08

On The Road #1 - MYSTERY TRAIN



Ciclo On The Road
À descoberta da América

Sessão #1
MYSTERY TRAIN
Jim Jarmusch - EUA, 1989

Elenco e Participações: Masatoshi Nagase, Yuki Kudoh, Nicoletta Braschi, Elizabeth Bracco, Joe Strummer, Steve Buscemi, Screamin' Jay Hawkins, Steve Jones, Marvell Thomas, Rufus Thomas e Tom Waits

"O filme amarra três historia em uma, todas se passando em um hotel rasca em Memphis, Tennessee. Jarmusch tenta apresentar a América pelos olhos de um estrangeiro, ilustrado aqui pelo casal japonês, a italiana e o inglês, que vêm para Memphis, terra onde nasceu o rockabilly e o fenômeno Elvis Presley, cada um com uma expectativa singular..."


EXTRAS:

Participação especial de Screamin' Jay Hawkins, músico que imortalizou o tema I Put A Spell On You, interpretado mais tarde por artistas como, Nick Cave, Nina Simone ou Marilyn Manson, entre muitos outros. Aqui fica a sua actuação num programa de TV.



Participação também de Rufus Thomas, outra lenda do rock. Walkin' The Dog é porventura o seu tema mais conhecido.

3.5.08

Programação de Maio




ON THE ROAD
À descoberta da América

O final do ano lectivo aproxima-se a passos largos. Este mês, o Clube de Cinema 8 e Meio fez as malas e faz-se à estrada... Pela América do Norte, continente de eleição do Prof. Arnaldo Pedro - o programador responsável por esta escolha -, para as férias de Verão. Aproveitem a boleia para a aventura pela estrada fora!



On The Road #1
MYSTERY TRAIN
Jim Jarmusch - EUA, 1989

Terça-feira 6 de Maio: 10H50, repete Quarta-feira 7 de Maio: 15H15



On The Road #2
LENINGRAD COWBOYS GO AMERICA
Aki Kaurismäki - Finlândia, 1989

Terça-feira 13 de Maio: 10H50, repete Quarta-feira 14 de Maio: 15H15



On The Road #3
PARIS, TEXAS
Wim Wenders - EUA, 1984

Terça-feira 20 de Maio: 10H50, repete Quarta-feira 21 de Maio: 15H15



On The Road #4
THELMA & LOUISE
Ridley Scott - EUA, 1991

Terça-feira 27 de Maio: 10H50, repete Quarta-feira 28 de Maio: 15H15


Sessões no Auditório da ESEQ - Escola Secundária Eça de Queirós, Póvoa de Varzim
Entrada livre.

27.4.08

29 e 30 de Abril - Soylent Green



Soylent Green
Richard Fleischer - EUA, 1973

"Em 2022 a face da Terra está bem modificada. Em Nova York há 40 milhões de habitantes e o efeito estufa aumentou muito a temperatura, deixando o calor ficar quase insuportável. No entanto os ricos vivem em condomínios de luxo, onde belas mulheres são parte da mobília. Mas a comida está escassa para todos, tanto que um vidro de geléia de morango custa 150 dólares. Neste contexto é assassinado um milionário, William R. Simonson (Joseph Cotten), que quando viu que seria morto não esboçou gesto nenhum para se defender. O detetive Robert Thorn (Charlton Heston) é designado para investigar o caso e constata algo realmente estarrecedor." in CineDivX Bizarro

Terça-feira, 29 de Abril: 10H50
Quarta-feira, 30 de Abril: 15H15

Auditório da ESEQ - Entrada Livre

29 de ABRIL - BILLY ELLIOT



Celebrando o Dia Mundial da Dança, o Clube de Cinema 8 e Meio associa-se ao departamento de Educação Física da ESEQ numa sessão extra. O filme escolhido pela professora Ana Vaz Leal foi Billy Elliot, de Stephen Daldry.
Terça-feira, 29 de Abril, às 15H15 no Auditório da ESEQ. Entrada Livre.

20.4.08

22 e 23 de Abril - O Dia em que a Terra Parou



O Dia em que a Terra Parou
The Day The Earth Stood Still
Robert Wise, EUA - 1951

Terça, 22 de Abril: 10H50
Quarta, 23 de Abril: 15H15

Auditório da ESEQ
Entrada Livre

14.4.08

15 e 16 Abril: MAD MAX - As Motos da Morte



CICLO À BEIRA DO FIM
Sessão #2

MAD MAX - As Motos da Morte
George Miller, Australia - 1979

Intérpretes: Mel Gibson, Joanne Samuel, Hugh Keays-Byme, Steve Bisley

Terça-feira, 15: 10H50
Quarta-feira, 16: 15H15

Auditório da ESEQ
Entrada Livre

7.4.08

8 e 9 de Abril: O Planeta dos Macacos



Terça-feira 8 de Abril: 10H50
Quarta-feira 9 de Abril: 15H15

O PLANETA DOS MACACOS
(The Planet of The Apes, EUA, 1968). 108 minutos
Direcção: Franklin Schaffner
Argumento: Michael Wilson, a partir de história criada por Pierre Boulle
Produção: Mort Abrahams; Arthur P. Jacobs
Fotografia: Leon Shamroy
Música:Jerry Goldsmith
Edição: Hugh S. Fowler
Direcção de Arte: William J. Creber; Jack Martin Smith
Elenco: Charlton Heston (George Taylor); Roddy McDowall (Cornelius); Kim Hunter (Zira); Maurice Evans (Dr. Zaius); James Whitmore (Presidente da Assembléia); James Daly (Dr. Honorious); Linda Harrison (Nova)

6.4.08

Abril 2008: À Beira do Fim



Programação Abril 2008: À Beira do Fim

O Planeta dos Macacos - USA, 1968
Terça 8 às 10H50 - Quarta 9 às 15H15

Mad Max - Australia, 1979
Terça 15 às 10H50 - Quarta 16 às 15H15

O Dia em que a Terra Parou - USA, 1951
Terça 22 às 10H50 - Quarta 23 às 15H15

Soylent Green - USA, 1973
Terça 29 às 10H50 - Quarta 30 às 15H15

Olá!
O Clube de Cinema 8 e Meio dá as boas-vindas à primavera e inicia o 3º período de aulas com um ciclo de filmes de ficção-científica a que decidimos chamar À Beira do Fim. Sabemos que os dias são quentes, a roupa mais ligeira e as cores mais vivas. O amor anda pelo ar e a proximidade das férias grandes nos deixa a todos mais felizes. Por isso, só para chatear, os filmes deste mês são negros, são obras que nos apresentam uma visão negativa do futuro da humanidade... Mas todos, à sua maneira, contribuem para nos despertar a consciência, tornar-nos mais críticos, e sonhar um mundo melhor. Aceitem o convite e venham às sessões. A entrada é livre.

30.3.08

2º Concurso de Vídeo Escolar 8 e Meio


2º CONCURSO DE VÍDEO 8 E MEIO
Aberto a todos os alunos do Ensino Secundário da DREN
Regulamento e Ficha de Inscrição aqui!


A MINHA VIDA DAVA UMA CURTA

Pensemos um pouco nos jovens que vão concorrer ao concurso de Video escolar oito e Meio. Têm idades compreendidas entre os 15 e os 19 anos sensivelmente. Que factos dignos de registo ou que parcelas biográficas suas mereceriam ser preservadas em registo video? Provavelmente poucas, se pensarmos no cânone das biografias habituais, no sentido em que a vidas, por exemplo de Charles Lindbergh ou Pablo Picasso, dariam um filme. Perante vidas tão curtas somos forçados a admitir a mais que normal ausência de material biográfico digno de nota. No entanto, acreditamos que cada jovem transporta dentro de si um indivíduo único, curioso e especial. Queremos ser espectadores (em primeira fila) do que os nossos alunos têm para dizer, o que pensam... queremos dar-lhes voz. Por isso o termo “vida” surge no concurso, não como expressão de uma sucessão cronólogica de eventos (invariavelmente previsível e aborrecida), mas muito mais como retrato das suas vidas interior e subjectiva. E neste sentido, qualquer vida merece (em qualquer altura) ser relatada, porque é através da diversidade que se constrói o respeito entre os seres humanos. Além do mais, este tema não pressupõe em absoluto que apenas as vidas humanas mereçam reflexão. Os alunos podem descentrar a atenção sobre si próprios e focá-la em tudo o que os rodeia. Uma formiga, um lápis, uma pedra, todos são susceptíveis de possuirem uma vida própria. Interessa-nos, também, este carácter animista que os objectos podem assumir. Se é verdade que qualquer tema tenderia a reduzir as opções criativas dos alunos, não é menos verdade que confiamos nas capacidades destes tornearem a imposição temática e contruirem variações inteligentes, sarcásticas, imaginativas do que lhes é sugerido. Porque como diz Federico Fellini “o cinema é um modo divino de contar a vida”.

10.3.08

Noites de Culto: ROMA



O Clube de Cinema 8 e Meio termina a sua actividade do segundo período do presente ano lectivo com a exibição do filme Roma, de Federico Fellini. Esta sexta-feira, 14 de Março, a partir das 21H30 no Auditório da ESEQ- A entrada é livre!

3.3.08

Programação de Março (adeus inverno)





















Olá.

Assim encerra o 2.º período e o ciclo dos filmes da prateleira de cima da minha estante.
Março é o mês em que nos despedimos do inverno. Chaplin, Fellini, Truffaut, Bergman, Godard, Pasolini, Kubrik, estão no sol do cinema e não são o inverno. Escolhi-os para que o seu brilho nos acompanhasse num inverno de sol
Agora, batendo na porta da primavera, escolhi dois cineastas do leste europeu.
Tarkovski (n. 1932- m. 1986), que viveu o auge e o processo de declínio de um regime contraditório e fechado - o da URSS do miolo do século XX - e que o narrou em quadros poéticos de retratos intimistas.
Kusturica (n. 1954), que viveu um país que se consumiu na divergência de culturas que deveriam convergir, a Jugoslávia, hoje bósnio, empresta ao relato social dos balcãs que viveu, o delírio rocambolesco que por vezes lembra Fellini.
Faltaram tantos...
A prateleira de cima é grande e tornou-se sufocantemente estreita quando se tratou de escolher filmes para blocos lectivos tão apertados. Eisenstein, Murnau, Ophuls, Lang, Dreyer, Hitchcock, Renoir, Rossellini, Welles, Ford, Mizoguchi, Wilder, Kazan, Tati, Cassavetes, Mankiewicz, Preminger, Bresson, Buñuel, Mikhalkov, Antonioni, Visconti, De Sica, Polanski, Scola, Kurosawa, Scorsese, Fassbinder, Rohmer, Greenaway, Pialat, Lynch, Jarman, Jarmusch, Almodovar, Wenders, Kar-Wai, Hartley, Resnais, Ki-Duk, Chabrol, Trier, ... e os outros todos, sem hierarquias que não me interessam, faltaram por agora. E estiveram nos labirintos que antecederam as escolhas.
Boa primavera com os filmes do professor Arnaldo Pedro.
A entrada é livre e A LIBERDADE É BONITA.

António Boaventura Pinto





O Espelho
Zerkalo
Andrei Tarkovski
URSS, 1974

terça-feira, 4 de Março, 10h50m
quarta-feira, 5 de Março, 15h15m

Auditório da ESEQ

Autobiografia multifacetada de Tarkovski. A vida da sua mãe é fraccionada anacronicamente pelas lembranças do filho ainda menino, sobrepostas pela imagem de adulto que chega através do pai. Vasto material de arquivo incorpora a história russa do período na história particular do realizador e das suas memórias com a família e o passado, enquanto poemas de Arseni Tarkovski, pai de Andrei Tarkovski, tecem o fio narrativo.






Lembras-te de Dolly Bell
Sjecas li se Dolly Bell
Emir Kusturica
Jugoslávia, 1981

terça-feira, 11 de Março, 10h50m
quarta-feira, 12 de Março, 15h15m

Auditório da ESEQ

Na Jugoslávia dos anos 60, sob a mão-de-ferro de Tito, Dino é um adolescente que vive atormentado pelos sermões comunistas do pai, dos quais se liberta através do cinema, rock e hipnose, que acha bem mais interessantes que os ensinamentos marxistas. Entoando diariamente um mantra e acreditando no poder da auto-sugestão, ele entra no mundo dos criminosos suburbanos de Sarajevo e apaixona-se pela prostituta que foi encarregue de proteger, Dolly Bell.
Na sua primeira longa-metragem, galardoada com o Leão de Ouro em Veneza, Emir Kusturica põe já em cena os temas sociais e o delírio visual que se tornaram o traço fundamental da sua obra. É um início de carreira surpreendente: não será apenas este rapaz de dezasseis anos que não conseguirá esquecer Dolly Bell.

11.2.08

Programação de Fevereiro



Olá!

Para este mês, o professor António Pinto seleccionou mais um conjunto de filmes da sua prateleira de cima. São três escolhas muito especiais, entre a sua vasta "biblioteca", obras que, segundo diz, o marcaram desde muito cedo e o fizeram apaixonar por isto das imagens em movimento. Quanto a serem da prateleira de cima, fecha-se em copas. Consta que mora muito perto do rio, e tem um medo tremendo que uma qualquer inundação lhe estrague as belas obras.

Para ver (e a não perder...):



Quarta-feira, 13 - 15H15
O ACOSSADO
(FRA, 1960) Jean-Luc Godard




Terça-feira, 19 - 10H15
Quarta-feira, 20 - (15H15)
MAMMA ROMA
(ITA, 1962) Pier Paolo Passollini




Terça-feira, 26 - 10H15
Quarta-feira, 27 - 15H15
DR. ESTRANHO AMOR
(ING, 1963) Stanley Kubrick

As sessões decorrem no autitório da ESEQ - Escola Secundária Eça de Queirós, Póvoa de Varzim e a entrada é livre!

28.1.08

O Sétimo Selo: Terça, 29 e Quarta, 30 de Janeiro



O SÉTIMO SELO
Det Sjunde Inseglet
Ingmar Bergman
Suécia, 1957

Terça-Feira, 29 de Janeiro: 10H50
Quarta-Feira, 30 de Janeiro: 15H15
Auditório da ESEQ
Entrada Livre (e a liberdade é bonita)

Det Sjunde Inseglet é certamente um dos três ou quatro mais célebres filmes de Ingmar Bergman, se não for mesmo o mais célebre. Sobretudo se medirmos a “celebridade” a partir de questões “iconográficas” (por assim dizer): esta figuração da morte, encarnada magistralmente por Bengt Ekerot, fixou-se no imaginário colectivo do século XX, citada e re-citada em dúzias de filmes (e muito para além de filmes). Tal como sucedeu, aliás, com aquela que é uma das imagens “essenciais” do filme, a poderosa alegoria do jogo de xadrez entre Max von Sydow e a morte, e para a qual Bergman, segundo contou, colheu inspiração numa pintura de finais do século XV, existente numa igreja perto de Estocolmo, que retratava precisamente um jogo de xadrez entre um homem e um esqueleto, símbolo da morte. De certa forma, na figura de Ekerot, Bergman revestiu de “carne” esse esqueleto e esse símbolo da morte e no mesmo passo criou a mais perene “encarnação” da morte de toda a história do cinema. Da “lenda” de Sjunde Inseglet essa figuração é indissociável: este é o “filme da morte”, o “filme do jogo de xadrez”.
Mas é também o filme do céu e do silêncio, o céu e o silêncio dos planos que abrem e fecham o filme em rima. “E quando ele abriu o sétimo selo, fez-se silêncio no céu durante meia-hora” é a citação do Apocalipse que acompanha esses planos (e “explica” o título do filme). Como qualquer filme de Bergman, Det Sjunde Inseglet desafiou e continua a desafiar todas as exegeses e todos os exegetas, mas neste caso a profusão de alusões e evocações de temas e figuras cristãs (coisa que, obviamente, não é única nem exclusiva no contexto da filmografia bergmaniana) torna o debate sobre Det Sjunde Inseglet um dos mais complexos na obra de Bergman. Que se passa verdadeiramente nesta estrutura circular que vai de céu a céu? Que se passa bem entendido para além da alegoria? Que olhar sobre a vida e sobre a morte, mas mais ainda sobre o “além-morte”, propõe o filme? Det Sjunde Inseglet é um filme que tende para o mais grave dos desesperos ou para a mais pacífica das resignações?
Ao longo dos anos, os comentadores têm encontrado respostas de todo o tipo. O próprio Bergman referiu que o filme o ajudou a ultrapassar a angústia perante a morte, falando dele como uma “superação”. Anos mais tarde, descreveu assim a sua posição: “Tinha medo daquele enorme vazio, mas a minha opinião pessoal é que quando morremos, morremos, e passamos de um estado de existência (“a state of something”) para um estado de absoluto nada (“a state of absolute nothingness”); e não acredito nem por um segundo que haja alguma coisa acima ou para além, ou como se queira dizer; e isso enche-me de segurança”. Não se pode deixar de associar a estas palavras de Bergman um dos mais terríficos diálogos de Det Sjunde Inseglet, quando von Sydow confessa a um monge (que é a “Morte”disfarçada) que “grita por Deus mas às vezes parece que não está lá ninguém”. A Morte responde que isso (não estar lá ninguém) é uma possibilidade, e von Sydow desabafa: “Se isso for verdade, então toda a vida é um horror sem sentido”. Mas no filme não há propriamente uma resposta a essa dúvida (e nem a Morte, que é apenas “a morte”, pode dizer alguma coisa sobre o que se passa depois dela): Det Sjunde Inseglet não é um filme sobre nenhuma espécie de “além”, mas, como nesse mesmo diálogo a personagem de von Sydow também indica, sobre a vida e sobre a condenação em vida à terrificante angústia sobre esse “além” ou seja, sobre a vida debaixo do “silêncio do céu”, esse céu que como dissemos baliza o princípio e o fim do filme.(...)
Mas talvez seja mais simples do que isso, e talvez seja a própria “simplicidade” da vivência dos saltimbancos a configurar uma resposta à possibilidade de uma existência “para cá” da morte assim se opondo ao “horror sem sentido” dos temores de von Sydow, expressão de uma vida incapaz de se desprender da morte. Não “o céu”, mas “a terra”: como se a mais bela (e mais “religiosa”) cena de Det Sjunde Inseglet fosse aquela em que todos partilham o leite e os morangos.

Luis Miguel Oliveira,
Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema

22.1.08




















Em novembro de 1960, estreia Disparem sobre o pianista. Segunda longa-metragem de Truffaut e primeira clara abordagem do film noir. Baseado em Down There, romance policial de David Goodis, apresenta-nos um leque de lugares e personagens inesperados do imaginário dos policiais negros norte-americanos que tanto apaixonaram Truffaut. Homenagem aos chamados filmes B de Hollywood, que acompanharam Truffaut durante todo o seu percurso de realizador.
Truffaut acrescenta ao tom trágico e ao suspense do policial negro, um tom descontraído de narrativa e uma maior profundidade psicológica das personagens.
O filme resultou num insucesso de bilheteira que levou alguns jornalistas a anunciarem o fim da Nouvelle Vague.
O passar do tempo mostrou a artificialidade destas críticas.
    

20.1.08

Disparem Sobre o Pianista: Terça, 22 e Quarta, 23



DISPAREM SOBRE O PIANISTA
Tirez Sur Le Pianiste
François Truffaut
França, 1960

Terça-Feira, 22 de Janeiro: 10H50
Quarta-Feira, 23 de Janeiro: 15H15
Auditório da ESEQ
Entrada Livre

8 e meio: um sonho pelos olhos



O Clube de cinema 8 e meio é um sonho pelos olhos de quem quiser. Alunos, professores, funcionários, ex-alunos, encarregados de educação, familiares, amigos, desconhecidos,... trazem os olhos com os quais queremos sonhar. Para a semana, venham. "Disparem (connosco) sobre o pianista". Não adormeçam no tédio de não saber para onde ir. Um corredor depois de uma porta, logo a seguir à entrada da escola. Depois subir as escadas. Lá em cima... Lá em cima (e à esquerda) estará a luz do cinema.  A entrada é livre e a liberdade é bonita. Não se esqueçam de desligar os telemóveis, de abrir os olhos e de voar no vosso céu interior. 
 

15.1.08

Feios, Porcos e Maus - Sexta, 18: 21H30



Noites de Culto do Clube Oito e Meio Apresenta:

FEIOS, PORCOS E MAUS
Ettore Scola, Italia 1976

Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008
21H30 - Auditório da ESEQ
Entrada Livre



O retrato da miséria humana, vista através da câmara de Ettore Scola, é o mote para estes “Feios, porcos e maus”. Às portas de uma das mais abastadas capitais europeias – Roma – a pobreza extrema é o lado oculto desse postal colorido que nos é vendido. A vida num desses bairros da lata, e de uma família em particular, é acompanhada com um realismo chocante que mostra essa outra faceta da grande cidade. Marginalizados e com leis próprias que se afastam de todas as normas civilizacionais dos seus vizinhos, os “habitantes do lixo” construíram o seu próprio “ghetto” das sobras e da indiferença da sociedade. Vivendo como as primitivas tribos, com noções éticas deficientes e inocentemente rudes, estes “indígenas” dão-nos uma nova visão do conceito de família. Filhos, pais, avós, amantes, penduras, motas e ratos, inventavam espaço na pequena barraca em que viviam.

O pai (Nino Manfredi) é um homem que vazou um olho como subterfúgio para receber uma indemnização do seguro. Desde então as suas preocupações acresceram uma vez que os outros, que por mero acaso eram seus familiares, almejaram pequenos empréstimos do seu milhão de liras. Passou a dormir com a espingarda à mão e com o olho-vivo desperto para caçar quem se aproximasse do seu tesouro. Uma série de acontecimentos surreais descrevem o dia-a-dia desta família e deste bairro. Episódios demasiado bizarros, na forma áspera como são catapultados para o ecrã, dividem-nos entre a náusea e o riso. Os protagonistas são feios como a miséria e convincentes nas suas ambições conformadas e parcas. Estão nos antípodas do herói tradicional, aquele que com as suas virtudes quer triunfar. Aqui não há espaço nem para o sonho nem para a esperança e as virtudes das personagens aleijam a nossa sensibilidade.
Cresce a tensão e a revolta da família em relação ao pai. O homicídio parece ser o meio encontrado de recuperarem o dinheiro que ele começava a esbanjar em presentes com a nova amante, um prostituta adiposa. Um almoço de reconciliação é o pretexto para pôr em marcha o plano. Ele sobrevive a um prato de macarrão com raticida e a família continua (des)unida como sempre.

O filme consegue a difícil proeza de nos arrancar gargalhadas da indigência que testemunhamos, sendo este o grande mérito de uma obra que nunca se assume como comédia. É impossível resistir à ironia de Ettore Scola que, através desta descrição com cariz de critica social, espelha com autenticidade o aspecto feio, porco e mau da pobreza nua e crua.

Alfredo Gil in, http://pt.shvoong.com/humanities/film-and-theater-studies/filmography/1710844-feios-porcos-maus-brutti-sporchi/

12.1.08

La Strada - Terça, 15 Janeiro



LA STRADA - A Estrada
Frederico Fellini, Italia 1954

Terça-feira, 15 Janeiro, 10H50
Auditório ESEQ - Entrada Livre

O malabarista Zampano (Anthony Quinn) viaja viaja de terra em terra na sua pobre caravana. Verão ou Inverno, tem de se fazer à estrada, para manter a sua miserável existência. Por dez mil liras, compra a pobre de espírito Gelsomina (Giulietta Masina) à esfomeada família do seu falecido companheiro.
Num circo, conhecem "Il Matto" (Richard Basehart), cujas piadas irritam Zampano. Matto convence também Gelsomina que todas as coisas no mundo têm o seu significado. Para Gelsomina, é também a resposta para a questão de saber se deve ou não continuar a suportar a vida itinerante, miserável e dolorosa, ao lado de Zampano. Por culpa de Matto, Zampano é condenado à cadeia. Com grande vontade de se vingar, dá-lhe uma tareia, acabando por o matar, deixando Gelsomina algures a meio da estrada.
Anos mais tarde, Zampano descobre que Gelsomina morrera. A solidão e o desepero invadem-no. Soluçando, ajoelha-se à beira-mar.
Vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1954.

Por motivos alheios à nossa vontade e outras contingências da vida, o filme previsto para esta semana apenas poderá ser exibido na terça-feira, como habitualmento na auditório da ESEQ, a partir das 10H50. A sessão de quarta-feira fica adiada para uma nova oportunidade, a anunciar brevemente.

7.1.08

Filmes da prateleira de cima



















O Clube de Cinema 8 e Meio retoma a sua programação regular com os filmes da prateleira de cima do professor António Pinto. Estes filmes são o código de boas maneiras para se ser princesa ou cavaleiro num mundo cruel e bonito. Ouvimos dizer que são igualmente estruturantes para cowboys e bailarinas de cabaret. Por isso e por muito mais, não os percam. Se os perderem, o professor António Pinto ficará muito triste e com a prateleira de cima de mãos vazias.
Semanalmente daremos aqui entrada à informação acerca de cada uma das sessões, abertas aos vossos comentários.
As sessões regulares decorrerão, este ano, às terça-feiras (10H50) e quarta-feiras (14H15), no Auditório da Escola Secundária Eça de Queirós. Excepcionalmente, o primeiro filme: O Grande Ditador, será exibido na terça-feira (10H50) e na quarta-feira (15H). A entrada é livre e a liberdade é bonita. Não se esqueçam de desligar os telemóveis.

6.1.08

O Grande Ditador: Terça 8 e Quarta 9 Janeiro



O GRANDE DITADOR
The Great Dictator, Charles Chaplin
EUA, 1940

Terça-feira, 8 de Janeiro: 10H50
Quarta-feira, 9 de Janeiro: 15H00

Auditório da ESEQ - Entrada Livre

SINOPSE: Uma sátira burlesca de Charles Chaplin a Hitler e ao nacional-socialismo, apesar de Chaplin ter acabado por declarar que se, na altura da rodagem, tivesse ideia da verdadeira extensão das atrocidades nazis "nunca poderia ter gozado com tal insanidade homicida". O filme, rodado em segredo no final dos anos 30, estreou na América em 1940, em plena II Guerra Mundial. A história tem como protagonista um soldado-barbeiro judeu que, no final de uma batalha, perde a memória e vai parar a um asilo. O barbeiro tem uma grande semelhança com o ditador Adenoid Hynkel que ganha poder e se prepara para invadir o país vizinho Osterlich. Para isso, tenta arranjar financiamento junto da comunidade judaica, mas esta recusa-se a ajudá-lo. Por essa razão, Hynkel reprime-os violentamente e o barbeiro vai parar a um campo de concentração. Uma das grandes obras de Charles Chaplin e a sua primeira com som, 13 anos após o fim do mudo, com a qual conquistou o prémio de melhor actor (que recusou) atribuído pelo Círculo de Críticos de Cinema de Nova Iorque. O filme foi ainda nomeado para cinco Óscares, entre os quais o de melhor filme.

in, PUBLICO.PT




A palavra ao Prof. António Boaventura Pinto:

Este filme é um dos guardo na prateleira de cima.
A prateleira de cima guarda tesouros de mim.
O Grande Ditador criou raízes fortes na minha prateleira.
Ensinou-me por entre o riso de menino sobre o valor fundamental da humanidade, que é a liberdade.
Ensinou-me a reconhecer os traços bem evidentes de todos os Adenoid Hynkel – dos mais pequenos aos maiores – com quem me tenho cruzado.
Ensinou-me que os Adenoid Hynkel existem sempre que nos querem obrigar a pensar que eles não existem.
Ensinou-me a compreender que as loucuras desses sujeitos raramente são diagnosticadas pela medicina e que quase nunca são tratadas em terapia pacífica e sem efeitos secundários.
Ensinou-me que, muitas vezes, essas loucuras são exaltadas e vão alimentando o ódio de frustrações mesquinhas – com tratamento conhecido pela medicina especializada – que prolifera numa sociedade de ambições desumanas.
Ensinou-me a diferença entre o poder e o amor.
Ensinou-me que, mesmo assim, a inteligência é que nos permite sobreviver.
Ensinou-me que a inteligência é feita de liberdade, de riso, de beleza e de humanidade.
Ensinou-me a estar inteligentemente preparado e ter esperança.
Tal como o barbeiro diz:
"Hannah, estás a ouvir?
Onde quer que estejas, olha para cima!
Olha para cima, Hannah!
As nuvens sobem, o sol está a abrir caminho!
Estamos fora das trevas, em direcção à luz!
Vamos para um novo mundo; um mundo mais feliz, onde os homens vencerão a ganância, o ódio e a brutalidade.
Olha, Hannah!"

António Boaventura Pinto